Portugal: Más de 300 mil personas de la Izquierda se movilizan contra las medidas neoliberales del gobierno
Este sábado pasado ha tenido lugar en la capital portuguesa la mayor movilización de trabajadores que se recuerda en el país ibérico desde el proceso revolucionario iniciado en Abril de 74. Lisboa fue un clamor contra el neoliberalismo y las medidas económicas y sociales de la derecha en el poder, con el apoyo de la otra derecha en la "oposición".
Los trabajadores portugueses, al igual que los griegos, los españoles y tantos otros a lo largo y ancho del planeta, se están teniendo que enfrentar en estas fechas contra la peor ofensiva neoliberal que se recuerda en el país. El paquetazo introducido por el gobierno del Partido Socialista, con la bendición de los partidos de la derecha (PSD y CDS), ha puesto en jaque el Estado del Bienestar en Portugal, y ha conducido a los trabajadores a una situación de indignación y rabia que comienza ya a volcarse en las calles de las principales ciudades del país.
Las medidas impuestas por el Gobierno de Sócrates son gravísimas, van desde recortes en el subsidio de desempleo (que afecta oficialmente a 600 000 personas), el corte en las prestaciones sociales a los más pobres - rendimento social de inserción (esta fue una de las exigiencias de la derecha); aumento en el IVA (que perjudica a los sectores con menos ingresos); aumentos en el precio de los transportes.
Mientras esto ocurre, los 5 mayores bancos han tenido, en el 2009, ganancias de 1926 millones de euros de resultados positivos líquidos y los 7 mayores grupos económicos 2900 millones de euros en ganancias. En consecuencia de todas estas políticas, los trabajadores no se arrodillán, se movilizan como nunca antes se ha visto y prueba de ello es que la manifestación de este sábado ha constituído un éxito notable con una participación de más de 300 mil personas, bajo la organización de la mayor central sindical del país (CGTP).
Fernando Valente, para Kaos. Portugal.
Mais de 300 mil contra a política de direita (PCP)
A maior manifestação das últimas décadas
Mais de 300 mil pessoas ocuparam o centro de Lisboa contra a política de desastre nacional do PS e PSD. Com as avenidas Fontes Pereira de Melo, António Augusto Aguiar cheias, assim como a praça Marquês de Pombal, Avenida da Liberdade até aos Restauradores, uma massa imensa de indignação, protesto e luta, respondeu ao apelo da CGTP-IN.
Foi a maior manifestação das últimas décadas, uma clara demonstração da força, unidade e determinação da classe operária e de todos os trabalhadores, que contou com a solidariedade e empenho do PCP.
Esta impressionante jornada de luta, reforçou a convicção de que é possível derrotar a política de desastre nacional, de abdicação dos interesses do país, de agravamento da exploração que o PS, o PSD e CDS querem impor aos trabalhadores e ao Povo.
Perante a escalada de medidas contra os trabalhadores, o Povo e o país decididas nos últimos meses, esta foi a resposta do Povo português, às pretensões dos grupos económicos e financeiros, do PS, do PSD e do CDS, uma clara exigência de ruptura com a política de direita, de mudança na vida nacional.
Uma jornada que ficará inscrita na história da luta do Povo português, uma afirmação patriótica e de classe, um sinal de confiança e esperança que se projectará no futuro. A luta continua!
Manif junta mais de 300 mil em Lisboa (BE)
O protesto geral convocado pela CGTP encheu o centro da capital com palavras de ordem contra as políticas de austeridade, o desemprego e o aumento dos impostos.
Quando a primeira linha da manifestação chegou à Praça dos Restauradores, a organização informou que a coluna dos funcionários públicos estava ainda a entrar na manifestação antes do Parque Eduardo VII.
Em declarações ao esquerda.net, que transmitiu em directo a manifestação, Carvalho da Silva manifestou "grande satisfação" com a adesão a este protesto geral e afirmou que a partir deste protesto geral, "a CGTP está preparada para apoiar todas as formas de luta".
"Participaram nesta manifestação mais de 300 mil pessoas. Os trabalhadores e o povo português estão de parabéns", disse o secretário geral da CGTP já no discurso de encerramento, com a Avenida da Liberdade cheia e o fim da manifestação ainda antes do Marquês de Pombal.
"Os salários pagos à entrada do mercado de trabalho diminuíram 30 a 40% em relação a 2005. Isto é inqualificável, é um atentado à juventude e uma das armas que o neoliberalismo tem usado para atingir os seus objectivos: destruir a solidariedade entre gerações", afirmou o líder sindical.
Carvalho da Silva criticou também o cancelamento pelo governo das medidas de protecção aos desempregados, antes aprovadas para responder à crise. "Então a crise não está aí, com tendência a agravar-se? Que cinismo é este, quando se reduz o subsídio de desemprego, sabendo eles que mais de 50% dos desempregados têm como subsídio até 419 euros e três quartos dos desempregados recebem até 428 euros. Afinal, quem são os privilegiados?".
O líder da CGTP prometeu lutar "pelo fim dos paraísos fiscais e pela tributação das grandes fortunas". "Vamos ampliar e diversificar a luta social em Portugal" com o "compromisso de apoiar todas as formas de luta que forem necessárias", consoante a avaliação da evolução da situação económica e política do país. "Não excluímos nenhuma forma de luta", concluíu Carvalho da Silva.
Francisco Louçã também esteve presente na manifestação e explicou algumas das razões para dar força a este protesto. “Quando há crise o Governo retira medidas, como por exemplo na quinta feira, quando retirou medidas de apoio a 187 mil desempregados”, recordou o dirigente bloquista. “Mas na sexta feira decidiu aumentar o apoio ao sistema financeiro que tem estrangulado a economia com juros altíssimos para as pessoas”, acrescentou.
Para Louçã, o Governo “beneficia e premeia a especulação, prejudica os desempregados” e “por isso é tão importante que a CGTP tenha organizado esta manifestação, para as pessoas dizerem de sua justiça” e protestarem contra a aliança “Passos Coelho - Sócrates” que são “irresponsáveis”.
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30 de mayo de 2010 www.enlacesocialista.org.mx